sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Os ruídos dentro da catequese

         Ruído não é somente aquele som que incomoda, que perturba, que tira a concentração. Entende-se por ruído toda e qualquer interferência ou obstáculo que atrapalha o processo da comunicação.
         O ruído pode vir de diversas fontes, pode ser verbal (barulhos ou linguagem imprópria) ou não-verbal (imagens), pode partir do grupo (barulhos), do indivíduo enquanto catequizando (desconexo do grupo...) ou do indivíduo enquanto catequista, entre outros.

Vejamos abaixo os tipos mais comuns de ruídos dentro da catequese:

·      Testemunho de vida do catequista que não combina com o seu discurso;

·      Recursos, dinâmicas de grupos, símbolos ou Bíblia usados de forma inadequada;

·      Mensagem manipulada de acordo com interesses pessoais do catequista;

·      Bloqueio emocional do catequizando ou do catequista (antipatia mútua ou de um lado só);

·      Apatia do catequizando, não superada por um conteúdo desinteressante;

·      Ambiente pouco acolhedor e desconfortável;

·      Distância entre as linguagens usadas por catequizandos e catequistas (o catequista deve ter cuidado ao utilizar palavras que estão pouco ligadas a realidade do catequizando, tais como: homilia, sacramento, liturgia... Essas palavras devem ser usadas, mas devem ser explicadas sempre que necessário);

·      Distância sócio-cultural (econômica) entre catequizando e catequistas (O catequista deve ter cuidado com o que usa e como se porta diante dos catequizandos. Não dá para falar de partilha se o catequista usa um sapato cujo valor, por exemplo, compreende toda a renda mensal da família do catequizando);

·      Falta de ligação entre a mensagem da catequese e as expectativas do catequizando. (os conteúdos devem ser relacionados a realidade do catequizando).

Para refletir:

1.    Que tipo de linguagem você usa para se comunicar com seus catequizandos?
2.    Quais os ruídos mais freqüentes que você enfrenta? O que fazer para superá-los?
3.    Os catequizandos saem dos encontros satisfeitos? A fixação do tema é boa?

(do Livro: ComuniCat - Autoria: Catequese de Osasco - Ed. Paulus - adaptado por Carlos Garcia)

Como preparar o lugar onde se dá catequese?

        É preciso recordar sempre que a catequese é, em primeiro lugar, um encontro. Isto significa que é uma reunião onde nos encontramos uns com os outros e também com Jesus.
        Uma cruz ou um grande desenho representando Jesus facilita a tomada de consciência de que ele está presente no meio de nós. Uma estante ou mesinha com uma toalha para colocar a Bíblia, iluminada por uma vela acesa, ajuda na harmonia do ambiente e fazer viver a atualidade da Palavra de Deus.
         O catequista não deve acomodar-se por trás de uma grande mesa de escritório ou uma mesa imponente. Deve sentir-se livre e em contato com o grupo, com facilidade para se movimentar. Para isso, uma simples cadeira é o suficiente. O Catequista pode dispor também de uma pequena mesa para colocar seus livros ou fazer anotações. Deve sentir-se em estrito contato com o grupo.
         É conveniente que os catequizandos estejam sentados comodamente em forma de círculo. Não precisamos tomar como exemplo a disposição de uma sala de aulas. Todos precisam ver0se e falar uns com os outros de frente. Também devem poder mover-se livremente. É preferível que se sentem em cadeiras comuns ou em bancos não muito longos. Não convém usar poltronas ou bancos baixos demais, porque precisam movimentar-se com facilidade.
         Dentro do círculo não deve haver nada; nem mesas, nem bancos vazios, etc., porque essas coisas impedem ou atrapalham a comunicação. Quando tiverem que desenhar ou escrever convém dividi-los em vários grupos e dispô-los ao redor de diversas mesas que possam estar em outro lugar, ou que sejam armáveis no momento em que se precisar delas.
         Estas indicações servem tanto para a catequese com crianças quanto a catequese com adultos.  Tudo depende das características próprias da catequese. O catequista não é o mestre: o “Mestre” é Jesus. Os catequizandos não “estudam” os temas da catequese, mas sim escutam a Deus. Na igreja, não somos indivíduos, mas, sim, formamos comunidade. O catequista não é em primeiro lugar ema “autoridade”, mas testemunha da Palavra de Deus.
         Na prática, o catequista deverá preparar o salão ou sala antes de começar o encontro. Para isso, deve chegar antes que os catequizandos.
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Dica para o catequista: Preste atenção em como se sentam os seus catequizandos quando se reúnem, pois a forma de cada um situar-se dentro do grupo mostra o quanto o catequizando esta interessado ou não no encontro. (Ex.: Aquele que senta distante do grupo geralmente não se sente integrado, ou quer mostrar que não quer participar da conversação).
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(do livro: Temas Práticos para catequistas - Autor: Francisco de Vos - Ed. Ave Maria)

Campanha da Fraternidade 2011 e a Catequese

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano, através da Campanha da Fraternidade (CF), um itinerário evangelizador fortemente voltado para a conversão pessoal e comunitária, em preparação à Páscoa. Em 2011, a CF atinge um marco importante pela 47ª vez!

Os objetivos gerais da CF são sempre os mesmos e decorrem da missão evangelizadora que a Igreja recebeu de Jesus Cristo: em vista do mandamento do amor fraterno, despertar e nutrir o espírito comunitário no meio do povo e a verdadeira solidariedade na busca do bem comum; educar para a vida fraterna, a partir da justiça e do amor, que são exigências centrais do Evangelho; renovar a consciência sobre a responsabilidade de todos na ação evangelizadora da Igreja, na promoção humana e na edificação de uma sociedade justa e solidária.

Durante esses quarenta e sete anos, a CF passou por três fases distintas: no início, os temas eram mais relacionados com a renovação da Igreja (1964 e 1965) e a renovação pessoal do cristão (1966 a 1972). Na segunda fase (1973 a 1984), a preocupação era mais voltada para a realidade social mediante a denúncia do pecado social e a promoção da justiça. Na terceira fase (de 1985 até o presente), a Igreja no Brasil propõe temas de reflexão e conversão relativos às várias situações sociais e existenciais do povo brasileiro, que requerem maior fraternidade.

Em 2011 estaremos falando sobre meio ambiente, a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas – causas e conseqüências. Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta. Lema "A Criação Geme em Dores de parto", (Rm 8,22). Não há como não se dar conta que esta campanha esta ligada a Campanha de 2010, ora o fator econômico não esta relacionado à situação de nosso planeta hoje? Somos todos moradores de uma mesma casa, gostando disso ou não estamos interligados. Não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe a nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais é do que reações as nossas ações. A Campanha da Fraternidade de 2011, de maneira primorosa como sempre, vem justamente nos alertar desta verdade tudo o que fazemos pode prejudicar ou ajudar a salvar nosso planeta nos dá a oportunidade de como uma família sentarmos juntos e elaborarmos ações para salvar a nossa casa.

Em cada catástrofe seja ela terremotos, inundações, podemos sentir o planeta gemer, e a humanidade fazendo o mesmo, este gemido tem uma conotação de tristeza imensa. Ainda estamos em tempo hábil para reverter esta situação podemos transformar estes gemidos de dor em gemidos de amor e de esperança, sim podemos iniciar um período de gestação e após este período em que nos organizaremos com ações que ajudem a preservar o meio ambiente, receberemos de volta um planeta saudável, resgataremos o planeta que nos foi dado por Deus.

Esta campanha não é uma utopia e sim um alerta de que atitudes devem ser tomadas, não por uma minoria, mas por um todo, pois este planeta é nossa casa, precisamos ser fraternos, gerar ações que nos levem ao bem comum.

Durante a CF2011, a Catequese em especial utiliza um subsídio com 4 encontros previamente preparados. Diferentemente de outros subsídios, este atinge fortemente a nossa realidade e nos ajuda muito na abordagem do tema, no entanto, é bom lembrar que o encontro só será realmente bem utilizado se os nossos catequizandos entenderem a proposta e assumirem essa mudança em suas vidas. Um bom auxiliar nessa nossa meta são as propostas encontradas no item 5 de cada encontro (Ação Transformadora).

Façamos a diferença e trabalhemos com carinho, afinal de contas, somos catequistas e o futuro de nossa igreja passa por nossas mãos.


Fonte: Site Oficial da CF da Arquidiocese de Sorocaba, adaptado por Carlos Garcia