segunda-feira, 29 de março de 2010

Já nos libertamos do nosso Egito pessoal?

A Páscoa se aproxima, a nossa Páscoa.

Na Páscoa judaica comemora-se a libertação do povo judeu da escravidão nas terras do Egito.

Na Páscoa cristã se comemora a passagem do estado de pecado para o estado da graça, através da passagem do Filho de Deus do horizonte humano para o seio do Pai.

E com a ressurreição de Jesus há essa clara e preciosa realidade, o pecado que causa a morte, pode morrer.

Sim, continuamos a pecar quando não vemos, sentimos e entendemos que pela adesão ao Cristo, de forma plena e incondicional, nos livramos do pecado, ou, se pecamos, temos a consciência de que podemos nos libertar.

Tanto é que Jesus confere aos apóstolos o poder de perdoar ou reter pecados, Jesus sabia que o pecado não morrera , mas Jesus sabia que pela graça , através d'Ele, se consegue o perdão e a salvação.
Salvação é sanidade, é saúde, é cura, é vida plena. Isto é salvação, essa possibilidade que Jesus nos deu pelo seu sacrifício de que podemos encontrar a via da saúde do espírito, através da atitude de seguimento do Cristo.

Mas é importante sabermos o que nos escraviza, onde fica o nosso Egito particular, aquele que nos prende e que nos impede de alcançar o deserto da liberdade.

Sim, porque para os judeus o deserto foi a liberdade e, para nós, será que ao menos sabemos onde esta o nosso deserto ou como chegar nele?  Ou nossas atribuições diárias são mais importantes que não nos sobra "tempo" para procurar o deserto? E se o encontramos, será que temos a coragem de sair de nosso comodismo, e partir para o deserto desconhecido do plano de Deus?

A verdade é que todos nós sabemos as respostas para tais perguntas, então, o que nos impede de sairmos do nosso Egito pessoal?
 
Para vivermos plenamente a Páscoa de nosso Senhor Jesus Cristo é necessário coragem, fé e compromisso. Só assim conseguiremos sair rumo ao deserto de Deus.
O deserto é árido, mas também tem seus oásis. O importante é o que esta além do deserto, a terra prometida, a vida eterna.

Fonte: Frei Bento - Yahoo Respostas (adaptado por Carlos)

Você pode baixar Documentos da igreja, Estudos, Programas, Reflexões e Músicas (livres para download).

São mais de 50 arquivos para download.

sábado, 27 de março de 2010

A Liturgia da Semana Santa

O maior acontecimento da história da humanidade é a Encarnação, Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem. Nada neste mundo supera a grandiosidade desse acontecimento. Os grandes homens e as grandes mulheres – sobretudo os Santos e Santas – se debruçaram sobre esse acontecimento e dele tiraram a razão de ser de suas vidas.

Domingo de Ramos - A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos; e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus. A Igreja recorda os louvores da multidão proclamando: “Hosana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38 - MT 21, 9). Com este gesto manifestamos nossa fé em Jesus Cristo, Rei e Senhor.

Quinta-feira Santa - celebramos a Instituição da Eucaristia. Neste dia cada Bispo reúne o seu clero e celebra a Missa da renovação do sacerdócio, pois neste dia Jesus instituiu o Sacerdócio católico e a sagrada Eucaristia. É feita também a bênção dos sagrados óleos, com a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos (Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos). O motivo deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. Na Igreja primitiva o Batismo, a Crisma e Primeira Eucaristia acontecia só na Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:

Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando a plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma), Para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio (Ordem). A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

Óleo dos Enfermos - É usado no sacramento dos enfermos. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés - Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde ou noite da quinta-feira santa, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia:

1 – Instituição da Sagrada Eucaristia - É o grande momento da partilha, onde Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.

2 – Instituição do Sacerdócio – “Fazei isto em memória de mim”. Com essas palavras o Senhor instituiu o sacerdócio católico e deu-lhes poder para celebrar a Eucaristia.

3 - Durante a missa ocorre à cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos. É um gesto de humildade e de santidade, um exemplo para os discípulos e para a toda a Igreja. “Eu vim para servir”. Mc 10,42-45

No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite. Após a Missa o altar é desnudado; ele é o símbolo do Cristo aniquilado, despojado, flagelado e morto por nossos pecados.

Sexta-feira Santa - Celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Dia de silêncio, jejum e oração e de profundo respeito diante da morte do Senhor. Não se deve trabalhar, se divertir, etc. Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: Liturgia da Palavra, Adoração da cruz e Comunhão eucarística. Não adoramos a cruz como um objeto de madeira, mas adoramos o Cristo pregado na Cruz. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

Ofício das Trevas - Em alguns lugares é realizado este Ofício. É um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais. O nome surgiu por causa da forma que se utilizava antigamente para celebrar o ritual. A Igreja fica às escuras tendo somente um candelabro triangular, com velas acesas que se apagam aos poucos durante a cerimônia.

Sermão das Sete Palavras (facultativo) - Lembra as sete últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem…”, “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”, “Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”, “Tenho Sede!”, “Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”, “Tudo está consumado!”, “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”. Neste dia, não se celebra a Santa Missa.

À noite as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o Sermão da Descida da Cruz e em seguida a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto.

Sábado Santo - No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”. Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “A mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte.

Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: 1 - a benção do fogo novo e do círio pascal; 2 - a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; 3 - a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; 4 - a renovação das promessas do Batismo e, por fim; 5 - a liturgia Eucarística.

Domingo de Páscoa - A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do Antigo Testamento. Condenado à morte na cruz e sepultado, Jesus ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.

(reflexão retirada do Blog do Prof. Felipe Aquino – Apresentador do programa “Escola da Fé” na TV Canção Nova) (adaptado por Carlos)


Vídeo sobre a Semana Santa - WebTVCN (Canção Nova) - 00:04:50


quinta-feira, 25 de março de 2010

Educar é prova de Amor...

Apelo aos pais que verdadeiramente amam seus filhos...

A verdadeira moral, aquela baseada em honra, sinceridade, lealdade e VERDADE, tem por base a moral cristã, PORTANTO PAIS, se querem filhos vencedores E cristãos autênticos, eduque-os.



1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

6. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

7. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

8. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

9. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve ‘abandoná-lo’.

10. A mãe é incompetente para ‘abandonar’ o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

11. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

12. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

13. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

14. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

15. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem ‘vidas’, e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

16. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. ‘Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador’. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder.

17. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

18. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

19. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

20. Dinheiro ‘a rodo’ para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.

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Eduquemos nossos filhos para um dia não sermos acusados de pais displicentes e inconsequentes.



fonte:
Reflexões em uma palestra do grande psicólogo Içami Tiba, autor do livro “Quem Ama, Educa! - Formando cidadãos éticos”

A Graça e a Justificação - Fé e Obras

A fé ou as obras, ou ainda a fé e as obras, justificam a Salvação?

Segue abaixo reflexão retirado do site Veritatis (adaptado por Carlos)

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A primeira obra da graça que é operada pelo Espírito Santo é a conversão que realiza por sua vez a justificação (2), pela ação da graça o homem se volta para Deus se afastando do pecado e acolhendo o perdão e a justiça do alto. Segundo o ensino do Concílio de Trento, “a justificação comporta a remissão dos pecados, a santificação e a renovação do homem interior.” (cf. DS 1528; CIC § 1989).

A justificação não é merecimento humano, mas fruto da misericórdia de Deus, que foi merecida aos homens pela Paixão de Cristo, que se ofereceu livremente na cruz como hóstia viva, santa e agradável, cujo sangue foi instrumento de propiciação pelos pecados da humanidade (3). Com a justificação se estabelece a colaboração entre a graça de Deus e a liberdade do homem, ao passo que o homem se aproxima pela fé à palavra de Deus (4), que convida a este à conversão. Santo Agostinho dar a entender que a justificação é a ” obra mais excelente do amor de Deus”, com o seguinte argumento: “a justificação do ímpio é uma obra maior que a criação dos céus e da terra”, pois “os céus e a terra passarão, ao passo que a salvação e a justificação dos eleitos permanecerão para sempre” . (Cf. Sto. Agostinho, in. Johannis Evangelium tractatus, 72,3 apud CIC §1994).

A palavra “mérito” tem sentido de “retribuição devida” . Em termos jurídicos diante de Deus não há mérito da parte do homem, uma vez que a diferença do homem para Deus é infinita. Deus livremente determinou associar o homem à obra de sua graça (9), fazendo com que o homem participasse na vida cristã, com mérito diante de Deus: “A ação paternal de Deus vem em primeiro lugar por seu impulso, e o livre agir do homem, em segundo lugar, colaborando com Ele, de sorte que os méritos das boas obras devem-ser atribuídos à graça de Deus, primeiramente, e só em segundo lugar ao fiel. O próprio mérito do homem cabe, aliás, a Deus pois suas boas ações procedem, em Cristo, das inspirações do auxilio do Espírito Santo.” (cf. CIC § 2008).

Dessa forma, o homem ao se tornar filho adotivo de Deus e partícipe por graça da natureza divina, torna-se co-herdeiro de Cristo, e apto para receber a herança prometida da vida eterna (10). Contudo, deve-se notar que ninguém pode merecer a graça primeira, ou seja, o primeiro passo para a conversão, perdão e justificação é graça de Deus por ação do Espírito Santo, que exige uma resposta do homem, resposta essa que livremente pode ser positiva ou negativa. O homem pode merecer em seguida, por ação do Espírito Santo, outras graças úteis à sua santificação, ao crescimento da graça e da caridade, podendo também ganhar a vida eterna.

“A caridade de Cristo em nós constitui a fonte de todos os nossos méritos diante de Deus. A graça, unindo-nos a Cristo com amor ativo, assegura a qualidade sobrenatural de nossos atos e, por conseguinte, seu mérito (desses nossos atos) diante de Deus, como também diante dos homens. Os santos sempre tiveram viva consciência de que seus méritos eram pura graça.

Artigo completo - http://www.veritatis.com.br/print/4618

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Vê-se portanto que sem a graça de Deus não somos capazes de nada. As obras não se justificam, por outro lado, não podemos desconsiderá-las. Se somos capazes de fazer boas ações (obras), não é por mérito nosso, mas pela graça e em função do projeto de Deus.

De outro lado a fé sem obras é morta. Não é possível existir fé sem a graça das obras. As obras são consequências da fé vivida já que estão intimamente correlacionadas.

1 Cor 13,1 - “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.”

A única certeza que temos é que, por mais que façamos, por mais que acreditemos, nunca seremos merecedores do Reino de Deus, pois somos falhos e imperfeitos.

É somente pela graça e misericórdia de Deus que seremos salvos…, então, o que nos resta é ter fé (seguida de obras - [consequencia da da fé]) e clamar pela piedade de Deus.



Fora da Igreja Católica não há salvação? Será?

Uma idéia a muito difundida baseada em uma bula papal promulgada na idade média, levou e infelizmente ainda levam muitos cristãos católicos, inclusive alguns padres, a continuarem difundindo que fora da igreja Católica não há salvação. Mas será verdade?

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A bula papal denominada Unam Sanctam, promulgada pelo então Papa Bonifácio VIII em 1302, pregava que fora da Igreja Católica não havia salvação nem remissão dos pecados. Diante do contexto histórico, social e teológico da época, um erro aceitável, mas diante do Corpo Místico de Cristo, um equívoco grande que manteve nossos irmãos Católicos Ortodoxos afastados da Igreja Romana por muitos séculos e infelizmente ainda mantém muitas religiões cristas, protestantes históricas, ainda afastadas de nossa igreja. Isso se deve a falta de vontade e responsabilidade de muitos cristãos católicos, pois a instrução é outra…

Em 1960, a Igreja Católica incorporou-se oficialmente ao movimento ecumênico, quando o papa João XXIII criou o Secretariado Romano para a Unidade dos Cristãos. Este organismo participou ativamente no assessoramento ao papa e aos bispos durante o Concílio Vaticano II que, além de ajudar os padres conciliares na elaboração do decreto Unitatis Redintegratio de 1964, estabeleceu o diálogo sobre a doutrina com outras igrejas, assessorando as Conferências Episcopais pelo mundo no tema do ecumenismo. Este secretariado foi ainda responsável pelos documentos Diretório Ecumênico (1967-1970) e a colaboração ecumênica em nível regional, nacional e local (1975). Todos os movimento e documentos só tinham um objetivo. Reintegrar a igreja de Cristo através do ecumenismo.

Em 1995, o então querido Papa João Paulo II reafirmou o ecumenismo como essencial para a fé cristã na Encíclica Ut unum sint (“Que todos sejam um”)...

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Nós como católicos temos que nos alegrar e valorizar sim a nossa igreja pois é a única que tem  a Eucaristia, presença real de Jesus, fonte transformadora de vida e redenção, mas não cabe a nós, cristãos, julgar e condicionar a graça de Deus. Isso cabe ao Pai, Deus todo poderoso.

Eu, como cristão católico amo minha igreja e a professo como Una e Santa, diante do prisma do corpo místico de Cristo, procurando andar em comunhão com ela, pois se a igreja é Una, Una deve ser seu caminhar, seu pensar e seu falar.

Por isso, queridos irmãos católicos, não há o que questionar. A igreja mudou e hoje busca a reintegração do corpo místico de Cristo. Temos, como bons cristãos católicos, que mudar com ela.

Portanto, quem ainda se utiliza da idéia baseada na encíclica Unam Sanctam dentro da Igreja Católica comete um erro grave que deve ser corrigido com a encíclica Ut unum sint, caso contrário, não deve se declarar católico.

A Igreja em sua humildade só veio reafirmar com isso a única coisa que temos certeza, que a salvação esta restrita a vontade do Pai, através da graça e da misericórdia divina.


fontes:

Campanha da Fraternidade 2010: uma reflexão sobre a economia e a vida


A Campanha da Fraternidade acontece todos os anos na Igreja Católica tendo seu lançamento na quaresma. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) escolhe algum assunto (Tema e Lema) para ser discutido na sociedade a fim de buscar soluções para alguns sérios problemas que fazem parte da vida de uma comunidade, de um povo.

As discussões e reflexões acontecem principalmente nas Comunidades cristãs, nos movimentos da igreja, nos grupos de jovens, nas missas, cultos, nas comunidades em geral.

Nos últimos tempos, a Igreja Católica vem formando parceria com o CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil), envolvendo cinco igrejas cristãs de grande expressão (maiores informações: http://www.conic.org.br. A Campanha desse ano é Ecumênica, ou seja, é refletida por todas as igrejas integrantes do CONIC. Além da discussão do assunto, outro fator importante a se destacar é o resgate do ecumenismo, caracterizado pela união dessas igrejas fortificando e vivificando ainda mais o cristianismo, a maior religião do mundo em números de adeptos.

Para 2010, o CONIC resolveu refletir e discutir sobre a economia e a sua interferência na vida das pessoas, das famílias e, como consequência, os problemas ambientais, sociais, enfim, fatores sócio-econômicos que de certa maneira determina o viver em sociedade que decorrem através de aspectos restritamente econômicos.

Com o tema “Economia e Vida” e o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”, a Campanha da Fraternidade traz à tona sérios problemas sociais brasileiros, como a desigualdade social, a má distribuição de renda, a questão da pobreza, o desemprego, além de outros focos para discussão. A CF 2010 reafirma que o direito a renda não é privilégio de uma minoria, mas de todos, e que a solidariedade e a igualdade devem prevalecer sobre a ganância e a mesquinharia. Todos têm o direito a uma vida com dignidade e respeito, com inclusão e promoção social.


Essa campanha tem por objetivo final mostrar que:

1.  A todos é dada a chance de ajudar alguém, seja dentro da família, seja um amigo ou um desconhecido. Sempre há algo que podemos partilhar;

2. Podemos partilhar os dons que Deus nos deu, através daquilo que somos e temos. Há diversos trabalhos em nossa comunidade (cristã e bairro) que necessitam do serviço de pessoas de boa vontade, voluntários. Imagine se todo médico, advogado, pedreiro, ou mesmo a dona de casa doasse apenas uma hora de sua semana em prol de um trabalho voluntário ensinando ou compartilhando aquilo que sabe e tem. A sociedade não teria desigualdade e todos seriam verdadeiramente parte de uma comunidade onde a vida esta em primeiro lugar.




quarta-feira, 24 de março de 2010

Catequese é vida


Neste Post falaremos sobre a catequese, que tem por missão refletir a face de Cristo.


No Novo Testamento, o termo Catequese significa dar uma instrução a respeito da fé. Em sua origem, o termo se liga a um verbo que significa “fazer ecoar” (Kat-ekhéo). A Catequese, de fato, tem por objetivo último fazer ESCUTAR e REPERCUTIR a Palavra de Deus (doc. no. 26 CNBB)

A catequese nos dias atuais tem por missão criar uma interação entre a fé e a vida, onde o catequizando aplica em sua vida a fé adquirida ao longo da caminhada, criando vínculo com a comunidade e uma responsabilidade social, onde o “outro”, já não é mais um “outro”, mas um irmão em Cristo.

Uma catequese sem vida não dá frutos, caminha sem direção, pois a fonte da vida é o Cristo ressuscitado.

Vemos nos dias atuais milhões de pessoas desamparadas, desanimadas, vazias que buscam na vida e nas coisas “do mundo” um motivo de alegria. Algumas pessoas que vivem dessa forma acham a “alegria”, mas logo voltam ao mesmo vazio, pois não conhece verdadeiramente a vida. Essas tem a falsa ilusão de que a vida é o dinheiro que temos, as coisas que possuímos, o trabalho que conquistamos, o status que adquirimos e os amigos que fazemos.

A vida é MUITO MAIS QUE ISSO…

É ver nos olhos do irmão a face de Cristo, quando o ajudamos, sejam com palavras ou ações.

É fazer, é doar, sem esperar nada em troca.

É viver sem medo do amanhã, confiantes que Deus tudo pode.

É entregar-se de coração e alma ao plano de Deus sem medo de cair.

… a fé não pode ser provada, mas pode ser vivida. Basta coragem de se entregar a Deus, que nos aceita com nossos erros e defeitos e nos aprimora para vivermos em função Dele e para Ele, levando a sua boa nova aonde nossa voz consegue alcançar e aonde ele nos enviar.

Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos.