segunda-feira, 19 de abril de 2010

Apoio ao Catequista - o Catecismo da Igreja e seus documentos


Olá caros catequistas,

Esse é o segundo tema postado no Blog que deve ser trabalhado nos grupos de Crisma.

O objetivo desse tema é falar um pouco da constituição da igreja quanto aos documentos e orientações destacando especialmente o nosso Catecismo (CIC) como o manual do bom católico.

A nossa igreja, diferentemente de outras igrejas cristãs, ao longo de sua história, cresceu na fé e produziu teologia própria. Desta maneira foram criadas formas de comunicação internas e externas, destinadas a toda igreja (clero e leigos). Surgiam assim os documentos, as diretrizes, e as normas baseadas na experiência e observância da prática cristã e da doutrina da igreja (palavra de Deus, Magistério e Tradição - ensinada e transmitida ao longo desses dois milênios).

Tudo que até hoje foi publicado pela igreja (quanto a documentos) teve a sua importância, mas sem dúvida, o Catecismo da Igreja Católica (CIC) é o mais importante para nós leigos, pois é a compilação em um único livro de tudo que a igreja é enquanto instituição, portanto, o foco desse encontro é o Catecismo.

O catequista deve pegar trechos e explicar a composição do CIC e sua criação mostrando a importância desse livro para nós católicos. Para valorizar o CIC é válido explicar brevemente a base da igreja enquanto instituição (Palavra, Tradição e Magistério):

“Um dos pilares sobre os quais se assenta a fé da Igreja Católica é a Sagrada Tradição Apostólica. Esta Tradição, chamada pela Igreja de Sagrada, é tudo aquilo que ela recebeu dos Apóstolos e que a eles foi confiado diretamente pelo próprio Jesus Cristo. Não se trata da tradição dos homens, mas somente daquilo que se refere à salvação das almas, e que nos foi deixado pelo Senhor. Sabemos que o Magistério da Igreja extrai todo o ensinamento que dá aos fiéis, da Revelação Divina, que se compõe da Tradição (oral) que veio dos Apóstolos e da Tradição (escrita), a Bíblia. É sobre essa Tradição (escrita e oral), com igual importância nas duas formas, que o Magistério assenta seus ensinamentos infalíveis. Portanto, a Igreja católica não se guia apenas pela Bíblia (a Revelação escrita), mas também pela Revelação oral que chegou até nós. Sem esta última, nem mesmo a Bíblia existiria como a temos hoje, já que ela foi ´berçada´ e redigida pela Igreja..” (Prof. Felipe Aquino - do site Cleófas)

Foi por tudo isso que a nossa igreja é o que é hoje. A base do cristianismo.


Catequista, é bom saber...
(adaptado por Carlos Garcia)

O Catecismo da Igreja Católica

A palavra "catecismo" origina-se do termo grego katecheo  que significa informar, instruir e ensinar.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) é uma exposição da fé católica e da doutrina da Igreja Católica, fiel e iluminado pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja.

Trata-se de um texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica, com o qual pode-se conhecer o que a Igreja professa e celebra, vive e reza em seu cotidiano. Ele foi organizado de maneira a expor em linguagem contemporânea os elementos fundamentais e essenciais da fé cristã. Neste livro encontram-se orientações para o católico comprometido com sua fé. É também oferecido a todo homem que deseja perguntar à Igreja e conhecer o que a Igreja crê.

 Conteúdo

O Catecismo da Igreja Católica é composto de assuntos que ajudam a iluminar as situações e problemas encontrados na Igreja, traz assuntos com o objetivo de formar e direcionar o povo de Deus, explicando a Doutrina da mesma. Apresenta ensinamentos da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério; traz também a herança deixada pelos Santos Padres, santos e santas da Igreja. É destinado também a iluminar as novas situações e os problemas que ainda não tinham surgido no passado.

Resumindo... toda espiritualidade, ações, diretrizes e orientação a respeito dos dogmas, atos e colocações da igreja a respeito de determinados temas podem ser encontrados no CIC.

O CIC para nós Católicos não é um livro opcional, principalmente para o catequista. Este deve ser nosso livro de cabeceira, juntamente com a bíblia. Enquanto a Bíblia nos leva a reflexão e nos aproxima de Deus o CIC nos aproxima e nos orienta a respeito da igreja instituída por Cristo através do primeiro papa, o apóstolo Pedro.

 Divisão

O CIC está dividido em quatro partes que estão ligadas entre si. São elas:

  • 1ª parte - A profissão de Fé, baseada no Credo, cujo objeto é o mistério cristão - Começa por expor em que consiste a Revelação, onde trata o tema de como Deus se dirige ao homem e como o homem responde a Deus. Resume os dons que Deus outorga ao homem, como Autor de todo bem, como Redentor e como Santificador.
  • 2ª parte - A celebração do Ministério Cristão, que trata da sagrada Liturgia - Expõe sobre as ações sagradas da liturgia da Igreja, particularmente nos sete sacramentos.
  • 3ª parte - A vida em Cristo, baseada no Decálogo, apresenta o agir cristão - Apresenta a fé da Igreja sobre o fim último do homem, criado à imagem de Deus: a bem-aventurança e os caminhos para chegar a ela. Trata assim do agir reto e livre, com ajuda da fé e da graça de Deus, ou seja, do agir que realiza o duplo mandamento da caridade, desdobrado nos Dez Mandamentos de Deus.
  • 4ª parte - A Oração Cristã, expressada no Pai-Nosso - Aborda o sentido e a importância da oração, terminando com um comentário sobre os sete pedidos da oração do Senhor - A forma do Catecismo inspira-se na grande tradição dos catecismos que articulam a catequese em torno de quatro pilares: a profissão da fé batismal (o Símbolo), os sacramentos da fé, a vida de fé (Mandamentos) e a oração.

 História

Em 1985, durante a Assembléia Extraordinária do Sínodo dos Bispos em comemoração do vigésimo ano de encerramento do Concílio Vaticano II, os Padres presentes expressaram o desejo à necessidade de um Catecismo ou compêndio que abordasse a doutrina católica de forma geral, servindo de referência para os catecismo ou compêndios a serem preparados em diversos lugares do mundo. Após o Sínodo, o papa João Paulo II assumiu para si este desejo e deu início ao trabalho de formulação do CIC.

Em 1986, uma Comissão de doze Cardeais e Bispos, presidida pelo senhor Cardeal Joseph Ratzinger (atual Papa Bento VXI), o encargo de preparar um projeto para o Catecismo requerido pelos Padres do Sínodo. Uma Comissão de redação, composta por sete Bispos diocesanos, peritos em teologia e em catequese, coadjuvou a Comissão no seu trabalho.

A Comissão, encarregada de dar as diretrizes e de vigiar sobre o desenvolvimento dos trabalhos, seguiu atentamente todas as etapas da redação das nove sucessivas composições. A Comissão de redação, por seu lado, assumiu a responsabilidade de escrever o texto e lhe inserir as modificações pedidas pela Comissão e de examinar as observações de numerosos teólogos, exegetas e catequistas, e sobretudo dos Bispos do mundo inteiro, a fim de melhorar o texto. A Comissão foi sede de intercâmbios frutuosos e enriquecedores, para assegurar a unidade e a homogeneidade do texto.

O projeto tornou-se objeto de vasta consultação de todos os Bispos católicos, das suas Conferências Episcopais ou dos seus Sínodos, dos Institutos de teologia e de catequética. No seu conjunto, ele teve um acolhimento amplamente favorável da parte do Episcopado.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) foi entregue à população no dia 11 de outubro de 1992, resultado de um intenso e longo trabalho que durou 6 anos.

O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica foi publicado em 2005 e é uma versão concisa (resumo), em forma de perguntas e respostas, do Catecismo. O texto está disponível em nove línguas, no website do Vaticano, o qual também possui o texto do Catecismo em seis línguas.

Clique AQUI e faça o download do CIC.
Clique AQUI e faça o download do Compêndio.
Leia o Catecismo on-line - http://www.catequista.net/catecismo/conteudo/ig.html

Documentos da Igreja


CARTA ENCÍCLICA ou ENCÍCLICA: (Epistolae Encyclicae - Litterae Encyclicae) Documento pontifício dirigido aos Bispos de todo o mundo e, por meio deles, a todos os fiéis. A encíclica é usada pelo Romano Pontífice (papa) para exercer o seu magistério ordinário. Trata de matéria doutrinária em variados campos: fé, costumes, culto, doutrina social, etc. A matéria nela contida não é formalmente objeto de fé.

DECRETOS: Os decretos, como o próprio nome diz não são orientações a respeito da fé ou espiritualidade, mas sim, determinações da igreja referente a um determinado assunto.

CARTA APOSTÓLICA: Existem duas espécies de documentos do Papa sob essa denominação: "Epistola Apostólica" e "Litterae Apostolicae".
A “Epistola Apostólica” trata de matéria doutrinária, de caráter menos solene que a encíclica. O documento é dirigido aos bispos e, por meio deles, a todos os fiéis.
A "Litterae Apostolicae" é usada para vários outros assuntos: constituição de Santos Padroeiros, promoção de novos Beatos, normas disciplinares, etc.

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA: (Adhortatio Apostolica) Antigamente esse documento era dirigido a um determinado grupo de pessoas. Atualmente o termo é usado nas recomendações feitas pelo Romano Pontífice aos bispos, presbíteros e todos os fiéis, sobre temas mais diretamente relacionados a um grupo de pessoas, por exemplo, as exortações pós-sinodais: "Familiaris Consortio" (para a família Cristã); "Christifideles laici"(sobre a vocação dos leigos)

BULA PONTIFÍCIA: O termo não se refere conteúdo ou a solenidade de um documento pontifício, mas a sua apresentação, ou seja, é a forma que o documento é apresentado. Quando um documento é lacrado com cera (através de uma pequena bola (em latim, "bulla") ou metal, em geral, chumbo esse documento é considerado uma Bula Pontifícia.

CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA: Documento pontifício que trata de assuntos da mais alta importância como a Constituição Dogmática, que contém definições de dogmas. Por exemplo de Pio XII, a Constituição Apostólica "Munificentissimus Deus", com a qual foi definido o dogma da Assunção de Nossa Senhora e a promulgação do CIC (Catecismo da Igreja Católica) de 1983

MOTU PROPRIO: Carta Apostólica, sob a designação de Litterae Apostolicae, escrita em geral por própria iniciativa do Romano Pontífice, isto é, sem ter sido solicitado por algum interessado. Por exemplo: a Carta Apostólica de João Paulo II "Apostolos Suos", de 21 de Março de 1998, sobre a natureza teológica e jurídica das conferências

DOCUMENTOS DA CNBB: A CNBB, representante oficial da igreja no Brasil, constituída pelos bispos do Brasil, tem por missão adaptar e orientar a igreja segundo a cultura e necessidades imediatas oriundas da vida moderna em nosso pais. Nela os Bispos trocam experiências, definem diretrizes para o Brasil, estudam assuntos de interesse comum.

A partir desses estudos são lançadas diretrizes destinadas ao clero e aos leigos de nosso país. Esses documentos são numerados em ordem de publicação e podem ser adquiridos em livrarias ou baixados através de download no site da CNBB. Um exemplo importantíssimo para nós catequista é o documento nº 26 “Catequese Renovada Orientações e Conteúdo” que dinamiza a forma de ministrar e entender a catequese de hoje.

Clique AQUI e baixe o documento da CNBB nº 26 “Catequese Renovada - Orientações e Conteúdo”

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Qualquer dúvida ou sugestão entre em contato ou deixe seu comentário.

Abraços a todos e fiquem com Deus

Carlos Garcia



Fontes:




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