sábado, 10 de abril de 2010

Dez coisas que os catequistas deveriam saber antes de começar

– Você foi convidado para uma missão e não para uma simples tarefa que qualquer um executa. Quem fez o convite foi Deus, por isso, encare a catequese como algo sério, comprometedor, útil. Suas palavras e suas ações como catequista terão efeito multiplicador se forem realizadas com ânimo e compromisso ou terão efeito devastador, se seus atos e palavras não condizerem com o “ser cristão”, afinal de contas, não existe cristão não praticante;

– Sorria ao encontrar seus catequizandos. Um catequista precisa sorrir mesmo quando tudo parece desabar. Execute sua tarefa com alegria e não encare os encontros de catequese como um fardo e ser carregado;

– Se no primeiro contratempo que aparecer você desistir, é melhor nem começar ou deixar logo o grupo. A catequese, assim como qualquer outra atividade, apresenta situações difíceis. Mas que graça teria a missão de um catequista se tudo fosse muito fácil? Seja insistente e que sua teimosia lhe permita continuar nesta missão e não abandonar o barco na primeira situação adversa;

– Torne os pais de seus catequizandos aliados e não inimigos. Existem muitos pais que não querem nada com nada na catequese. A esses tente conquistar, mas se não for possível, não insista, afinal, cada um é responsável por seus atos. Procure centrar o seu foco naqueles que estão empolgados, interessados e são participantes ativos. Não fique apenas reclamando as ausências. Vibre com as presenças daqueles que são compromissados com a catequese e interessados pela vida religiosa de seus filhos;

– Lembre-se sempre que você é um catequista da Igreja Católica. Por isso você precisa defender as doutrinas e os ensinamentos católicos. Alguns catequistas que se aventuram da tarefa da catequese, as vezes, por falta de preparo, acabam fazendo, nos encontros, um papel contrário aquilo que a Igreja prega sobre diversos assuntos. Isso é incoerência das maiores. Busque formação. Leia o Catecismo da Igreja e esteja por dentro das novidades (estudos e documentos). Ensine com alegria a igreja que professa;

– Não se esqueça da sua vida pessoal. Por ser catequista, a visibilidade é maior. Então cuide muito dos seus atos fora da Igreja. É preciso falar uma coisa e agir da mesma forma. A incoerência nas ações de qualquer cristão passa a ser um contra-testemunho da palavra ensinada;

– Saiba que você faz parte de um grupo de catequistas e não é um ser isolado no mundo. Por isso, se esforce para participar das reuniões propostas pela equipe de catequese. Procure se atualizar dos assuntos discutidos e analisados nestas reuniões. Esta visão comunitária é essencial na catequese. Catequista que não se comprometo com o grupo e acha que o seu trabalho é apenas dar catequese, está fora da realidade de vivência em grupo, e portanto, não serve para ser catequista;

– Frequente a missa. Falamos tanto nisso nos encontros, reuniões e retiros de catequese e cobramos que os jovens e os pais não freqüentam as celebrações no final de semana. O pior é que muitos catequistas também não vão à missa. Como exigir alguma coisa se não damos o exemplo? Além das missas, freqüente as festas e as procissões de sua capacidade. É importante os catequizandos verem que você é presente. Esse é o maior testemunho que o catequista pode dar.

– Seja receptivo com todos, acolhedor, interessado. Mas isso não significa ser flexível demais. Tenha regras de conduta, acompanhe a frequência de cada um de seus jovens, deixe claro que você possui comando. Fale ALTO, tenha postura corporal nos encontros, chegue no horário marcado, avise com antecedência quando precisar se ausentar, mantenha contato com os pais pelo menos uma vez por mês. Você é o catequista e, através de você, o reino de Deus está sendo divulgado. Por isso, você precisa não apenas “aparentar”, mas ser catequista por inteiro;

10ª – Seja humilde para aprender. Troque idéias com os seus colegas catequistas. Peça ajuda se for necessário. Ouça as sugestões e nunca pense que você é o melhor catequista do mundo. Não privilegie ninguém e trate todos com igualdade. Somos apenas instrumentos nas mãos de Deus. É Ele quem opera quem nos conduz e, através de nós, evangeliza. Seja simples, humilde e ao mesmo tempo forte e guerreiro para desempenhar a sua missão.

Por Alberto Meneguzzi (adaptado por Carlos Garcia)

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